sábado, 28 de janeiro de 2012

COLCHA DE RETALHOS "CAIO F. ABREU by APRENDIZAGENS"




"Tenho tentado aprender a ser humilde. A engolir os nãos que a vida me enfia pela goela a baixo. A lamber o chão dos palácios. A me sentir desprezado como um cão, e tudo bem, acordar, escovar os dentes, tomar um café e continuar."


"Amor não resiste a tudo, não. Amor é jardim,precisa regar, adulbar. Amor enche de erva daninha.

Não valorizou, perdeu, só espero estar sempre tomando as decisões corretas, pois se for meu, volta, se não for pra ser, Deus sabe o que faz.

Entenda bem: não me veja tentando reatar uma história de amor já bastante espatifada (ou talvez sim, mas você não me deu chance e a coisa mais saudável que eu podia fazer era entrar noutra). Acontece que, com ou sem cama, gosto profundamente de você

Eu sei que dói. É horrível. Eu sei que parece que você não vai agüentar, mas aguenta. Sei que parece que vai explodir, mas não explode. Sei que dá vontade de abrir um zíper nas costas e sair do corpo porque dentro da gente, nesse momento, não é um bom lugar para se estar.

(...) me poupe do trabalho de adivinhar seus pensamentos. Diga que me quer apenas quando for verdade. Eu não vou te pedir nada. Não vou te cobrar aquilo que você não pode me dar.

Cansei de jogar indiretas. Da próxima vez, jogo gasolina e acendo um fósforo.

Embora estivessem no mesmo barco, as maneiras de remar podiam perfeitamente ser diferentes.Remar, re-amar, amar! Mesmo se esse barco estiver furado.

"Eu queria que em um dia qualquer, você chegasse de fininho, me abraçasse apertado e dissesse: Senti sua falta."

E quem tem Deus no coração sabe que não a mal que vingue, nem inveja que maltrate, nem inimigos. Por que pra todo mal, há cura.

Quando não se tem mais nada a perder, só se tem a ganhar. Quando se pára de pedir, a gente está pronto para começar a receber.

…as coisas acontecem do jeito que acontecem e estão certas assim. Não me arrependo de nada. Mas vez em quando passa pela cabeça um “ah, podia ter sido diferente…

EDUCAÇÃO, TRABALHO E MERCADO DE TRABALHO NO BRASIL



Na área da educação geral, promulgou-se uma nova legislação (a Lei de Diretrizes e Bases – LDB 9394/96) que inclui na sua exposição de motivos e nos seus objetivos gerais a preocupação com a adequação do sistema educacional aos novos requisitos de escolaridade e formação técnico-científica. Dez anos depois, as estatísticas educacionais apontam para um aumento expressivo na matrícula e nas taxas de conclusão do ensino fundamental o que, inevitavelmente, contribuiu para a expansão da matrícula e das conclusões do ensino médio. Entretanto, os resultados das avaliações sistêmicas indicam, desde 1998, uma tendência de queda da qualidade do ensino público, que hoje se expressa, principalmente, no fato de que 50% dos alunos da 4ª série do ensino fundamental não sabem ler e, dentre os que lêem, a maioria não compreende aquilo que lê. No ensino médio, os desempenhos são baixíssimos, particularmente nas chamadas disciplinas técnico-científicas, como matemática, física, química e biologia. Assim, elevou-se a escolaridade formal da população em idade escolar, mas a sólida base de educação geral que se esperava não se realizou.
Registre-se que o ensino superior público vem passando ao largo das questões relativas tanto aos novos perfis ocupacionais demandados, como das novas ocupações produzidas pelas inovações tecnológicas. Entendendo que se preocupar com tais questões significa aderir aos "interesses do capital", a rede de universidades públicas mantém seus cursos tradicionais, o que, associado às limitações impostas pela escassez de recursos, apresenta problemas tanto no que se refere à ampliação da oferta de vagas quanto para a manutenção de seus níveis de qualidade. Esses fatos contribuem para que a participação das instituições privadas no total de matrículas do ensino superior gire hoje em torno de 70%, impulsionada tanto pelos programas de financiamento e de concessão de bolsas de estudo, como pela explosão da oferta de cursos de graduação tecnológica, com a duração de dois anos e meio, e que, em princípio, responderiam com maior efetividade às novas demandas ocupacionais. Essa modalidade de formação universitária, que vem sendo rejeitada pelas instituições públicas, atrai grande parcela dos jovens de baixa renda que buscam tanto uma qualificação de nível superior mais rápida do que a dos cursos tradicionais, quanto maiores chances de obtenção de emprego e/ou melhoria salarial. Entretanto, os poucos dados disponíveis não permitem que se faça uma análise conseqüente de seus resultados, principalmente quanto à sua aceitação pelo mercado de trabalho. De todo modo, a questão da qualidade da formação recebida é crucial: as avaliações de cursos superiores realizadas pelo MEC apontam que a maioria das universidades privadas oferece cursos de qualidade discutível; entretanto, embora ainda se situem num patamar superior, e salvo algumas ilhas de excelência, as instituições públicas também vêm perdendo qualidade. Assim, se é verdade que temos um aumento do contingente de profissionais de nível universitário, também é verdade que há que se questionar se a formação recebida de fato corresponde às necessidades dos concluintes e às demandas do mercado, o que pode, inclusive explicar, ainda que parcialmente, o fenômeno do desemprego dos jovens profissionais de nível superior.
Se no campo educacional os resultados estão bastante distantes do que se pretendia, o campo econômico, apesar de inegáveis avanços como a estabilização, a modernização tecnológica das empresas e o salto nas exportações, também apresentou frustrações sendo, talvez, a maior delas as baixíssimas taxas médias de crescimento que caracterizam nossa economia há mais de duas décadas, com sérios reflexos na geração de empregos.
Sabemos que a expansão do sistema educacional se dá com grande autonomia face ao desempenho econômico do país, e que aquela expansão ocorre agora de forma mais acelerada nos níveis mais elevados do sistema. Equivale a dizer que, na ausência de um crescimento econômico mais vigoroso, capaz de gerar postos de trabalho em quantidade – e de qualidade – compatível com a expansão das matrículas, corremos o risco de enfrentar sérios problemas de desemprego de mão-de-obra qualificada, o que representa um enorme desperdício de recursos públicos e privados.
De fato, são raras as atividades no Brasil em que a mão-de-obra qualificada constitui um gargalo impeditivo. Tais atividades podem ser encontradas no campo da pesquisa avançada, por exemplo, mas não é um obstáculo de difícil transposição nos setores econômicos em geral. Não porque o país já disponha de mão-de-obra qualificada em abundância, como já demonstramos, mas porque a demanda por ela é medíocre face à semi-estagnação em que estamos mergulhados. Acreditamos, inclusive, que ninguém taxaria de "economicistas" aqueles que atribuem ao nosso baixo crescimento econômico alguma responsabilidade no descaso com que tratamos nosso sistema educacional.
Ademais, ocorre que, na verdade, a questão educacional não mobiliza a sociedade brasileira. Nossa tradição é de uso da educação escolar como fator de diferenciação entre os segmentos sociais, de legitimação das hierarquias sociais e, com isso, de manutenção das desigualdades. Ou seja, ainda somos dominados pelo credencialismo. E isto pode ser analisado sob três aspectos: o primeiro, mais geral, é que  apesar dos avanços democráticos obtidos, e eles de fato existem, nossa sociedade ainda está calcada na idéia de que todos somos iguais mas uns são mais iguais do que os outros, ou de que existem brasileiros que "naturalmente" merecem ter todas as oportunidades, e outros que "naturalmente" não merecem. Daí decorre a banalização da pobreza, da situação de miséria em que vive boa parte dos brasileiros. O segundo aspecto diz respeito ao empresariado e às hierarquias empresariais, nas quais, no Brasil, ainda não se admite a idéia de que as inovações podem surgir no chão-de-fábrica, isto é, de que o trabalhador pode fazer e pode pensar. Daí se explica o comportamento da maioria das empresas, que modernizam seus processos mais através da importação de equipamentos, mas pouco investem na maior participação dos trabalhadores, na democratização das relações de trabalho; não transformam os maiores ganhos de produtividade em melhores salários. E muitos empresários ainda consideram que a escolarização do trabalhador é dispensável, quando não um desperdício. O terceiro aspecto diz respeito ao predomínio, ainda, na esfera política, do uso da educação como moeda eleitoreira e, por conseqüência, a transformação das desigualdades sociais em bases para o exercício de um populismo nefasto. Daí se explica a inércia dos poderes públicos diante do fraquíssimo desempenho do sistema educacional e das evidências de que grande parte dos problemas sociais que temos está associada à baixa escolaridade.
O que se constata é que a concepção de desenvolvimento, ou melhor, de superação do subdesenvolvimento, no qual todos os segmentos sociais são beneficiados e aqueles que estão na base da pirâmide social avançam mais rapidamente pela inclusão na produção, atingindo assim patamares que permitem condições dignas de vida, é uma idéia que ainda não vingou entre nós. Apontar a educação como uma ferramenta importante para esse desenvolvimento com justiça social, soa bem no discurso, mas não transforma a prática, porque, na verdade, a pobreza é funcional aos que colhem os melhores frutos desse nosso modelo de sociedade.
Neste contexto, o panorama geral da educação brasileira nos autoriza a crer que ainda conviveremos por muito tempo com estratégias econômicas que não correspondem à efetiva superação do subdesenvolvimento e que manterão boa parte dos brasileiros à margem dos ganhos obtidos, mesmo se, eventualmente, lograrmos uma taxa de crescimento mais elevada.

Azuete Fogaça é doutora em educação, professora de sociologia da educação da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).
Cláudio L. Salm é doutor em economia, professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).


quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

PORTFÓLIO DE APRENDIZAGEM... UMA CONSTRUÇÃO DE SABERES.

O portfólio é uma modalidade de avaliação que vem do campo da arte e sua utilização como recurso de avaliação baseia-se na idéia da natureza evolutiva do processo de aprendizagem, onde o acompanhamento e o registro são importantíssimos ( como em um DIÁRIO ).
O portfólio pode ser definido como um contingente de diferentes classes de documentos (notas pessoais, experiências de aula, trabalhos pontuais ,pesquisa sobre os temas em questão, na internet, em livros, jornais e revistas), controles de aprendizagem, conexões com outros temas fora da escola, representações visuais, etc. A essas formas de registro podem ser acrescentadas reflexões sobre a própria atividade realizada, registrando a experiência vivida (O que aprendi com essa atividade? Tive dificuldades? Quais? O que me ajudou a resolvê-las?) o que auxilia bastante o aluno a apropriar-se de seu processo de aprendizagem.



A finalidade do portfólio é a organização do registro dos trabalhos do aluno na escola durante todo o ano (nos cursos anuais) ou semestre (para os cursos semestrais). Esta forma de documentação permite ao aluno valorizar sua produção e perceber seu progresso.
Ao organizar o portfólio os alunos têm oportunidades freqüentes para folhear e olhar seus trabalhos podendo escrever textos breves sobre o que aprenderam ao final de um período (semana, mês, bimestre). É uma forma de tomar consciência das atividades em que estão envolvidos e dos avanços conquistados.



Cada aluno poderá organizar seu material, de preferência em uma pasta  organizadora , onde anexará:
1- Os assuntos trabalhados em cada aula ou semana, bem como os textos, quando for o caso, com os seus respectivos comentários.
2- Se possível, anexar outros textos relativos ao tema, bem como notícias de jornal, revista ou Internet, além de planos de aula ou atividades que enriqueçam os estudos em questão.
3- O primeiro registro, com a (s) respectiva (s) data (s) será arquivado na pasta, com todos os anexos que cada estudante providenciar.
4- O segundo registro será anexado em seguida. Da mesma forma se agirá com os registros posteriores, de modo que, ao consultar o portfólio, o último registro se apresentará inicialmente. Desta forma, se vai construindo o documento no decorrer do curso, paulatinamente.


Cada aluno organizará seu material, utilizando o meio físico de sua preferência (diversos tipos de pastas, caixas, slides, filmes), onde anexará  as produções, de acordo com o roteiro registrado no exemplo anterior.



terça-feira, 24 de janeiro de 2012

O Encantador de Clientes
Gustavo G. Boog

Um jovem profissional estava passando por dificuldades com seu negócio. Os clientes não vinham, e os poucos que vinham geralmente não voltavam. Apesar de estar muito bem estabelecido, de oferecer belos produtos e de facilitar as condições de compra, de ter sua Loja muito bem montada, de ensinar aos seus funcionários todos os detalhes dos produtos, seu negócio não prosperava.
Ele mudou os preços, a apresentação dos produtos, trocou de fornecedores, trouxe novos funcionários, mas nada parecia trazer resultados positivos. Para seu desespero, seu vizinho tinha sempre muitos clientes, que saiam de sua loja sempre com muitos produtos debaixo do braço e com um largo sorriso nos lábios. 
Não sabendo mais o que fazer, procurou um velho sábio da cidade, que tinha a fama de responder com acerto a todas as perguntas que lhe faziam. 
-  O que devo fazer para atrair os clientes e com isto trazer a prosperidade de volta ao meu negócio? 
Com um sereno sorriso o velho respondeu: 
-  Meu filho, as pessoas não compram só produtos ou serviços. Elas querem progredir na realização de seus sonhos e estão dispostas a pagar para satisfazer estas suas necessidades. E isto só pode ocorrer numa transação, quando além de comercial ela for também emocional. É preciso que o sorriso, a competência, o algo mais estejam presentes. É claro que você tem que ter bons produtos, bons preços e uma boa loja. Mas a compra, o atendimento, devem ser um momento mágico, um momento único de encantamento. Se ele se perde, pode ser que aquela pessoa nunca mais volte. Para criar estas condições, busque oferecer sempre juntos razão e emoção. Aí o cliente se encanta, recomenda sua loja a seus amigos e voltará muitas outras vezes.
 Agradecendo pelos valiosos conselhos, o jovem os colocou em prática. Em pouco tempo o encantamento voltou aos clientes e a prosperidade retornou ao seu negócio. 





segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

AMBIÇÃO




Afinal de contas, ambição é um elogio ou um insulto? Em todas as palestras que faço peço que as pessoas listem as características do sucesso. Ambição nunca falta. (Inteligência, criatividade e ética, por outro lado, precisam geralmente de uma forcinha para serem lembradas). Mas não a ambição – esta nunca falta.
A ambição é tema de debates filosóficos e de peças teatrais desde templos imemoriais, passando por gregos, romanos e egípcios e mereceu tratamento especial de Shakespeare, que em várias peças tem na ambição dos seus personagens a mola propulsora de todo o trama e até mesmo na Bíblia Sagrada.
Ambição tem a mesma raiz da palavra ambiente não por acaso. As duas vem de ‘ambire’, que significa ‘mover-se livremente’. Traduzido literalmente e, principalmente, se usada corretamente, a palavra ambição significa criar seu próprio caminho na vida. É simplesmente você saber o que quer para sua vida, e tentar chegar lá.
Ambição, assim, não é uma neurose obsessiva, ganância exagerada ou o desejo de subir na vida pisando nos outros. Isso é o que o Mestre Yoda chamaria do lado negro da força: quando um desejo humano se transforma em obsessão, perde o controle e passa a dominar a pessoa, tornando-se seu foco principal.
A ambição tem também forte componente social. Num país como o Brasil, por exemplo, ser ambicioso é muitas vezes visto como algo negativo. Dizer que ‘fulana é muito ambiciosa’ é quase um insulto – significa que a pessoa é pouco confiável por ser egoísta (no sentido literal da palavra), e que certamente passará por cima de qualquer um em busca de seu objetivo. Neste caso, ‘objetivo’ significa geralmente alguma vantagem monetária ou econômica – algo palpável, digamos assim... financeiramente. Ambição virou sinônimo de ambição financeira, quando na verdade é muito mais do que isso.
Ambicioso também, por motivos que aqui não temos nem tempo nem espaço de comentar, virou sinônimo de arrogante. E todos sabem que ser arrogante é ‘feio’ e errado, logo... ser ambicioso também é. As pessoas ‘humildes’ são elogiadas em público, o que faz com que as pessoas cresçam com uma percepção distorcida do que é realmente preciso para ter sucesso na vida. A Humildade importante não é aquela de não falar de si próprio – é ter a coragem de ouvir críticas, aprender com erros, aceitar outros pontos de vista. Até porque muitas vezes a humildade pública é completamente falsa – cansei de conhecer pessoas que incorporam um personagem em público, no palco ou TV, e são completamente insuportáveis na vida pessoal.
Mas voltemos ao ponto principal, que é o da ambição: porque ela aparece em todas as listas das características de sucesso? Porque é essencial. Sem ambição, sem querer algo melhor para sua própria vida e para a dos outros, a pessoa se acomoda. Não sai de sua zona de conforto, não se arrisca, não testa seus limites. Ou seja, não faz seu próprio caminho. Aceita o caminho dos outros, que muitas vezes lhe é imposto. E depois reclama que é infeliz.
Já as pessoas ambiciosas são as que fazem o mundo girar. São as que apresentam projetos, abrem empresas, sonham e colocam em ação. Enfim, assumem riscos. Preferem a tristeza da derrota do que a vergonha de não ter lutado. Embora nem todos os ambiciosos consigam o que querem, muitos deles (e delas) conseguem bem mais do que conseguiriam se ficassem acomodados. E talvez assim cheguemos ao final da charada: talvez a ambição tenha se tornado negativa, na visão de algumas pessoas, simplesmente por inveja. Acomodadas e preguiçosas, preferem denegrir o trabalho dos outros do que tirar a bunda da cadeira.
Se essas pessoas entendessem que ambição é muito mais do que falar de dinheiro – é falar de destino – provavelmente melhorariam muito sua qualidade de vida, e de todos os outros ao seu redor, pois assumiriam sua vida, ao invés de terceirizá-la, que é o que a maior parte das pessoas faz. Principalmente, parariam de ter inveja, pois a ambição sadia é criar seu próprio caminho de vida. Quem pode ser contra isso? Só alguém muito medíocre. Preguiçosos que se incomodam com as iniciativas de outras pessoas. E se quisermos que o Brasil realmente cresça não podemos mais ter lugar para medíocres no século XXI. 
Raúl Candeloro,
Autor dos livros Venda Mais, Negócio Fechado, Criatividade em Vendas e Correndo Pro Abraço,
é palestrante e editor da revista Venda Mais® e responsável pelo site VendaMais®

sábado, 21 de janeiro de 2012

APRENDIZAGENS




Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.
Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!"